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Estado negocia terminal de gás natural para o Pecém 

24/08/13 - O Governo do Estado negocia com a Petrobras a instalação de uma planta de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em terra, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Além de servir para o abastecimento, o gás seria usado na refrigeração de câmaras, um atrativo para indústrias de processamento de pescado. A informação foi confirmada por Roberto Smith, presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece). Ele diz que o Estado poderia ter participação societária no equipamento, o que dependerá de uma decisão do governador Cid Gomes.

A Petrobras tem um terminal de regaseificação, inaugurado em 2008, no mar de São Gonçalo do Amarante, que distribui o combustível por meio de gasodutos. Uma planta em terra, diz Smith, permitiria que o gás fosse distribuído em caminhões em estado líquido. “Se eu tenho o processo em terra, posso carregar caminhões com o gás líquido, que tem um volume 600 vezes menor que o gasoso. Seriam 600 caminhões a menos para fazer a distribuição”.

Smith também garante que a planta daria efetividade ao abastecimento do Ceará. “A Cegás vem resolvendo a demanda mais pontual. O navio de regaseificação deveria servir apeas para quando há demanda maior, mais específica”. Conforme Erasmo Pitombeira, presidente da Cearáportos, a planta fixa permitiria que o navio que está em São Gonçalo fosse liberado para outras regiões do País.

Pescado

Para sair do estado gasoso para o líquido, o combustível é resfriado a uma temperatura de 170 ºC negativos, energia que poderia ser aproveitada pela indústria de pescado, diz Pitombeira. “Você tem uma quantidade de energia fabulosa que é perdida”. Ele afirma que há câmaras frigoríficas no Pecém, mas a planta de GNL ampliaria a capacidade de armazenamento, além de baixar custos. “Hoje, temos câmaras comuns. Elas também servem para a abertura de contêineres frigoríficos. Tudo é feito com geradores”.

Smith esclarece que o projeto a ser apresentado para a Petrobras ainda está em elaboração, não sendo possível levantar o volume do investimento, nem confirmar a participação societária do Estado. Ele diz, entretanto, que essa é uma possibilidade. “Pessoalmente, eu acho que poderia (ser sócio). Se for uma coisa boa para o Estado. Mas isso depende de uma decisão do governador”.

A produção de gás natural cearense foi de 0,1 milhão de m³/dia em maio segundo o último boletim do Ministério de Minas e Energia (MME). No mesmo mês a distribuição da Cegás foi de 2 milhões de m³/dia, com mais de 75% desse volume servindo às termelétricas. Também em maio a produção nacional foi de 74,5 milhões de m³/dia, com consumo de 71m³/dia.

O Pecém recebeu 4,19 milhões de m³/dia de GNL importado em maio, 8% do total que o Brasil comprou do exterior.

Origem do gás

Neste ano, o Pecém recebeu 12 carregamentos com GNL. Eles vieram de Trininad e Tobago, França, Espanha, Catar e um do Brasil. O terminal de regaseificação do Pecém foi inaugurado em 2008, o primeiro em mar do País. Ele atendeu a necessidade urgente ante a interrupção de fornecimento de gás pela Bolívia.A inauguração foi feita pelo então presidente Lula, acompanhado por Dilma Rousseff, que na época era ministra chefe da inauguração, e Graça Foster, então gerente de exploração da Petrobras.

Fonte: Jornal O Povo.




   
 

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